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Shalla Crystal

Arquivo: Julho 2008

25/07/2008 GMT 1

Meus vídeos

ayuhny @ 16:28

18/07/2008 GMT 1

A Dançarina

ayuhny @ 17:13

"Um dia, veio à corte do Príncipe de Birkasha, uma dançarina e seus músicos. ...e ela foi aceita na corte...e ela dançou a música da flauta, da cítara e do alaúde. Ela dançou a dança das chamas e do fogo, a dança das espadas e das lanças; e ela dançou a dança das flores ao vento.
Ao terminar, virou-se para o príncipe e fez uma reverência. Ele então, pediu-lhe que viesse mais perto e perguntou-lhe: 'Linda mulher, filha da graça e do encantamento, de onde vem tua arte e como é que comandas todos os elementos em seus ritmos e versos.
A dançarina aproximou-se, e curvando-se diante do príncipe disse: 'Majestade, respostas eu não tenho às vossas perguntas. Somente isso eu sei: a alma do filósofo vive em sua cabeça, a alma do poeta vive em seu coração, a alma do cantor vive em sua garganta, mas a alma da dançarina habita em todo o seu corpo."
Khalil Gibran

Qual é o Fundamento da Dança do Ventre?

ayuhny @ 16:55

Muito já me perguntaram: Qual é o Fundamento da Dança do Ventre?

Eu me pergunto: Precisa a dança do ventre ter fundamento? O Ballet Clássico tem um fundamento? Eo que dizer das danças populares: Funk, Street Dance, Hip-hop e outras; elas têm fundamentos?
Eu particularmente acho que como todas as danças, a dança do ventre tem a mesma finalidade, ou seja: Qual é o motivo das pessoas buscarem a dança? Resposta: As pessoas estão buscando na dança, uma forma de praticar exercícios físicos que traga "prazer".
Quando dançamos nos sentimos "bem"; livramo-nos do stress do dia-a-dia; praticar dança suavisa nossos movimentos; corrige nossa postura; controla nossa respiração; revigora-nos fisicamente, espiritualmente, emocionalmente e mentalmente. Além de melhorar nossa auto-estima, sim porque quem dança se sente cada dia mais jovem e bonita.
Mas com tudo isto, na dança do ventre se encontra muito mais benefícios como por exemplo a energização de todos os Chakras; também auxilia nos tratamentos de emagrecimento em conjunto com uma boa dieta ( sem precisar ficar com fome), pois na prática dos exercícios é eliminado "300" calorias em 1 hora de aula, como em uma caminhada. Porém , tonificando e fortificando os músculos e modelando o corpo de forma suave delineando as curvas femininas. Além de prevenir doenças cardíacas e artrites, artrozes e tendinites. Melhora os sintomas de TPM e combate a depressão.
É preciso que a praticante faça os exercícios diáriamente. Quem pratica dança do ventre se sente como se estivesse mais perto de Deus, pois dançar é como fazer uma oração.

O que é Dança do Ventre
Louvai a Deus em seu santuário,
Louvai-o no firmamento de sua força,
Louvai-o por seus grandes feitos,
Louvai-o por sua imensa grandeza,
Louvai-o com o clangor do clarim,
Louvai-o com harpa e com cítara,
Louvai-o com tambores e dança,
Louvai-o com alaúde e flauta,
Louvai-o com retumbantes címbalos,
Louvai-o com címbalos de aclamação,
Que tudo que respira louve o senhor!!!
(Salmos, 150).

A Dança do Ventre coloca a mulher em contato com as energias cósmicas;
É uma maneira da mulher moderna não sentir solidão;
É uma das raras atividades humanas em que a mulher se sente totalmente engajada: corpo, espírito e coração;
Dançar com o ventre é estabelecer uma relação ativa entre a mulher, a natureza e sua força criadora;
Quando o ventre se mexe, se estabelece a comunicação do êxtase;
É o entusiasmo da vida;

É sentir a presença de Deus.

12/07/2008 GMT 1

Dança do Ventre: História e Origem

ayuhny @ 14:38

Dança do Ventre: História e Origem

Por: Shalla Crystal

Na verdade há muitos mitos e controvérsias sobre a história e as origens da dança do ventre; portanto não se tem certeza de sua real origem. Há quem acredite ter originado na Índia e que lá foi difundida pelos ciganos no Ocidente. Outros dizem que ao nascer do Egito em danças sagradas nas religiões que cultuavam a grande Deusa, na idade da pedra.
Acredita-se que a dança do ventre teve seu desenvolvimento, através dos primeiros habitantes da Ásia menor como dança ritual religiosa pelo matriarcado. Era uma forma de representação e adoração à Deusa Inanna ou Astarte, a grande deusa-mãe “terra” passando posteriormente a ser praticado como forma de entretenimento e aprendizado entre as mulheres.
Acredita-se também que a dança do ventre tenha existido nas cortes do império romano, como forma de arte e depois no império da Turquia e que nesta época tenha se espalhado por todos os países árabes. Portanto limitar ao Egito as origens e desenvolvimento da dança do ventre é um grande equívoco, tanto quanto restringir seus movimentos apenas á área do abdômen, pois a dança do ventre trabalha o corpo como todo.
Seguindo a trajetória evolutiva da dança do ventre, cada povoado adaptou a dança sagrada de acordo com seus costumes e crenças alterando suas vestimentas, ritmos, movimentos e coreografias. Acredita-se que a dança do ventre tenha sido criada com a idéia de reproduzir através de seus movimentos variados os quatro elementos da natureza: terra, fogo, água e ar; animais sagrados como a serpente que simboliza a grande deusa-mãe terra; cataclismos como terremotos e maremotos além de todo ciclo envolvido pela fertilidade feminina e a concepção da vida. As dançarinas do Egito antigo enfeitavam seus quadris com sementes que ao serem agitadas emitiam determinados sons para cada movimento; perceberam desde então que o corpo é o maior instrumento da dança oriental e que ele tem a capacidade de materializar a música.
Com o passar dos tempos pelo processo das misturas culturais geradas pelas constantes guerras, invasões e visitas freqüentes de tribos nômades a dança do ventre foi divulgada e assimilada por todo Oriente antigo.
No ano de 1798, Napoleão Bonaparte em sua primeira expedição científica ao Egito, através da recepção fraterna e festiva de Gawazes (dançarinas profissionais dos povos Tiziganes) durante a ocupação de suas tropas no Cairo. Bonaparte, impressionado com os curiosos movimentos abdominais das dançarinas, referiu-se á dança oriental pela primeira vez como “danse du ventre”, ou seja, dança do abdômen; dança do ventre como até hoje a conhecemos.

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